domingo, 30 de dezembro de 2012

RESUMÃO CRIMINOLOGIA

CRIMINOLOGIA – RESUMO – PROVA 2011
CRIMINOLOGIA: é  a  ciência  que  estuda  o  crime  do  criminoso  como  fenômeno  social.
* Fenômeno Social pode ser crime ou não
Dois objetivos básicos da Criminologia:
1 - determinação de causas tanto pessoais  como  sociais,  do comportamento  criminoso.
2 - desenvolvimento de princípios válidos para  o  controle  social  do delito.
 A Criminologia é interdisciplinar:  Como  interdisciplinar,  por  sua  vez,  é  formada  por  outra  série  de  ciências  e disciplinas, tais como a sociologia, a política, a biologia, a psicopatologia etc.
CRIMINOLOGIA  é  a  parte  filosófica  do  direito  de  punir.
Estuda a  etiologia ( origem )  do  crime  como  fenômeno  social e classifica  as  figuras delituosas, assim como  trata o criminoso  isoladamente, investiga as causas, os fatores individuais etc.
Possui como objeto de estudo a ETIOLOGIA DO CRIME  (estudo da origem do crime), analisando as causas exógenas: sociológicas; e endógenas: biológicas, psicológicas e endócrinos.

Marquês de Becaria - evolução: em 1764 - Essa fase é chamada de pré-científica,  na  qual predominava  um  pensamento  do  direito  penal  clássico.
1.            ••Proporcionalidade das penas 
2.            ••Fim da penas  de morte,  para  o  autor,  elas  eram  cruéis,  corporais,  ultrapassavam  o acusado  (família).
3.            ••era  contra a prática de  tortura
4.            ••inquisição e que as condenações fossem de forma pública
O  primeiro  código  criminal  do Brasil  de  1830  tomou  como  base  o  pensamento  de Becaria. Esse código foi tido como um dos mais avançados do mundo.
FASE CIENTÍFICA. Os pensadores formaram o movimento  do  POSITIVISMO. Os  principais  pensadores  dessa  época foram: César Lombroso, Enrico Ferri, Rafael Garófolo .
Eles buscaram estudar por meio de um método  causal-explicativo.
 
César Lombroso, médico psiquiatra italiano, dedicou seus estudos às características físicas do criminoso.
1.            ••Para ele, o  infrator  já nascia com  traços  físicos de criminoso.
2.            ••Tais  estigmas  físicos do  criminoso nato, constavam de particularidades.

Enrico Ferri  (1999), vai dar continuidade aos estudos de César Lombroso
1.            ••Chega à conclusão de que não bastava a pessoa  ser um delinqüente nato.
2.            ••Era preciso que houvesse certas condições sociais que determinassem a potencialidade do criminoso.

Rafael Garófalo (1824)
1.            ••Escreve um livro chamado de "Criminologia", passando, com isso, a batizar a ciência.
2.            ••Sugerindo um  estudo  jurídico;  ele  estudou  o  crime,  o  criminoso  e  a  pena.
3.            ••A  criminologia  ganha,  a  partir  dessa  fase,  autonomia  e  status  de  ciência.

RELAÇÕES COM OUTRAS  DISCIPLINAS :  a  criminologia  pé  uma  ciência multidisciplinar:
1.            ••Direito  Penal: Definem  quais  as  condutas tipificam crimes ou contravenções, estabelecendo as respectivas penas;
2.            ••Medicina Legal: É a aplicação específica das ciências médicas, paramédicas e biológicas ao direito;
3.            ••Psicologia Criminal: Ciência ocupada com a mente humana, seus estados e processos;
4.            ••Antropologia Criminal: Responsabilidade de pesquisar e desenhar supostos perfis dos infratores penais;
5.            ••Sociologia Criminal: visualizava o ilícito penal como fenômeno gerado no desenvolvimento do  convívio;
6.            ••Psicossociologia Criminal : subordinada à psicossociologia, suma psicológicas dos fatos sociais;
7.            ••Política Criminal:  rastreia e monitora os meios educativos e  intimidativos de que  dispõe ou deve dispor o Estado.

HISTÓRIA NATURAL DO DELITO
1.            ••Em princípio, considerava -se crime toda ação aos costumes, crenças e tradições, mesmo que não estivesse definida em  lei.
2.            ••Crime “é uma  infração à  lei do Estado ditada para garantir a segurança dos cidadãos.
3.            ••Define o crime como sendo um fenômeno biológico e social
4.            ••O crime é um  fato típico e antijurídico
5.            ••Para o Código Penal vigente crime é um ato humano consumado ou tentado, em que o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo, ou lhe deu causa por imprudência, negligência ou imperícia.

CONDUTA CRIMINOSA: Autor de atos criminosos seja posto no centro de nossas  indagações, em busca de possíveis razões para sua  .      .   .                                              conduta anti-social.
NEUROSE E DELITO: Oneurótico, a diferença do que ocorre  com  o  psicótico,  não  perde  contato  com  a  realidade.
PSICOSE E DELITO: desintegração  da  personalidade,  com  grave  desajustamento  do  indivíduo  ao  meio social.
MOTIVAÇÃO:  A  maioria  dos especialistas, porém, está mais inclinada a assumir as teorias do fator múltiplo, de que o delito surge como conseqüência de um conjunto de conflitos e de influências biológicas, psicológicas, culturais, econômicas e políticas.

ESCOLAS CRIMINOLÓGICAS

ESCOLA CLÁSSICA : Para a Escola Clássica, a pena é um mal imposto ao indivíduo que merece um castigo em vista de uma falta considerada crime, que voluntária ou conscientemente, cometeu.
1.            ••O direito individual deveria ser preservado com a adoção do princípio da legalidade.
2.            ••Abolição das torturas
3.            ••Processo criminal meramente inquisitório.
                  Escola Clássica se  caracterizou  por: Justificativa do exercício da ação punitiva, Responsabilidade criminal eFundamento da pena.
1.            ••# Se o crime é ato de vontade livre, a responsabilidade é moral ou individual. O  infrator, que teve liberdade de escolha, é o único responsável por sua conduta delituosa.

1.            ••# Pena  é  o  mal  justo  que  se  contrapõe  ao mal  injusto,  representado  pelo  crime. Expressão defendida pelos seguidores da ESCOLA CLASSICA
2.            ••Livre Arbítrio
3.            ••Aplicação da Pena aos indivíduos moralmente responsáveis
4.            ••A pena é a retribuição que se aplica aos criminosos pelo mal que fez à sociedade

ESCOLA POSITIVISTA : É determinista e defensivista, encarando o crime como fenômeno social e a pena como meio de defesa da sociedade e de recuperação do indivíduo. Para a Escola Positiva, o crime é um fenômeno natural e social, e a pena meio de defesa  social.
1.            ••Os defensores do positivismo criminológico afirmavam que o crime não poderia ser ato de vontade livre, mas sim ato determinado por sua própria constituição bio-psíquica.
2.            ••os positivistas entendiam que a responsabilidade criminal é social  ou  legal.
3.            ••Acreditavam em uma possível causa  biológica para o  fenômeno  criminal.


ESCOLA INTERMEDIÁRIA:  Em meio aos extremos bem definidos das Escolas Clássica e Positiva, surgiram ao longo dos tempos posições conciliatórias. Embora acolhendo o princípio da responsabilidade moral, não aceitam que a responsabilidade moral fundamente-se no livre arbítrio, substituindo-o pelo "determinismo psicológico". Desta forma, a sociedade não tem o direito de punir, mas somente o de defender-se nos limites do justo.











FATORES DETERMINANTES DA CRIMINALIDADE :

EXAME CRIMINOLÓGICO:  o  exame  criminológico  estuda  a  personalidade  do  criminoso,  sua disposição para o  crime,  sua  sensibilidade para  a pena que  irá  sofrer, e  sua possível correção.
1.            ••O exame criminológico está inserido dentro do campo da criminologia clínica.
2.            ••O  exame  criminológico  compõe -se de uma  série de análises.
3.            ••Para realização do exame criminológico é necessário que se tenha um bom conhecimento de criminologia e uma equipe formada por diversas áreas de conhecimento, onde se tem o psicólogo, o médico, o advogado.

CLASSIFICAÇÃO E TRIAGEM DE SENTENCIADOS : Deve-se investigar no exame criminológico, se o  indivíduo é primário ou reincidente, se  já esteve preso, etc.

EXAME SOMÁTICO DO  CRIMINOSO: Deve-se  levar em conta os  fatores externos a essa pessoa, como sua  raça o meio social onde está inserida, deve se levar em conta caracteres hereditários. Para  se  fazer um exame  individual completo  e  estabelecer  as  individualidades.  O  exame  somático  utiliza  sistemas  médicos, odontológicos e técnicos policiais.

EXAME PSICOLÓGICO DO CRIMINOSO :  Seu  objetivo  é  descrever  o  perfil  psicológico  da  pessoa examinada. Devem reportar-se à pelo menos  três requisitos:  nível mental  do  criminoso;  traços  característicos  de  sua  personalidade;  e  seu  grau  de agressividade.
EXAME SOCIOLÓGICO DO CRIMINOSO : Algumas situações que favorecem ou desfavorecem a formação de uma personalidade social: Educação, Escola, Visa Social-Trabalho, Residência, Companhias, Padrão de Vida.
PSICOSE : Síndromes  especiais:  alguns  estudos  associam  desordens  do  comportamento  com  eventuais alterações cerebrais.
Esses estudos procuram associar o crime com alterações cerebrais específicas.
1.            ••características  da  PERSONALIDADE  ANTI -SOCIAL:  esse  tipo  de  indivíduo  possui  anomalias  no temperamento e no caráter, não aprendem com a experiência ou punição.
2.            ••tipos de delito da PERSONALIDADE ANTI -SOCIAL: podemos citar os crimes praticados por justiceiros.

1.            características da PERSONALIDADE DISSOCIAL : São indivíduos sem alterações mentais que, sob a influência  ou  pressão,  eventual  ou  contínua cometem ilícitos Penais.
2.            tipos de delito  da  PERSONALIDADE  DISSOCIAL : homicídios múltiplos (chacinas), homicídios em série, homicídios por seitas.

PARAFILIAS : Chama-se parafilia a atividade sexual na qual a resposta (desejo, excitação e orgasmo) ocorre normalmente, contudo o indivíduo necessita, para obtenção da sua excitação, de um objeto ou práticas não usuais.

Está  configurada  a  parafilia  quando  há  necessidade  de  se  substituir  a  atitude  sexual convencional  por  qualquer  outro  tipo  de  expressão  sexual.

Essa  compulsão  da  parafilia  severa  pode  vir  a ocasionar atos delinqüências, com severas repercussões jurídicas.

1.            ••Pessoa exibicionista,  a  qual  mostrará  os  genitais  a  pessoas  publicamente.
2.            ••Necrófilo que violará cadáveres.
3.            ••Pedófilo que espiará, tocará ou abusará de crianças.
4.            ••Sádico que produzirá dores e ferimentos deliberadamente.

CRIMINOSOS - sob três diferentes facetas:
1.            MASS MURDER  ( ASSASSINO EM MASSA) - Mata quatro ou mais  vítimas de uma só vez
2.            SPREE KILLER  (ASSASSINO AO ACASO) - Não passam de fases psicológicas – se acalmam até precisar matar novamente;
3.            SERIAL KILLER  ( ASSASSINOS EM SÉRIE).

Indivíduo que mata um certo número de pessoas, geralmente mais que três, havendo um período entre cada assassinato, podendo ou não ocorrer mai s de uma vítima em cada evento.

Características;
-Seguem mesmo ritmo em seus assassinatos;
-Os homicídios têm algo em comum;
-Não há relação entre o assassino e a vítima;
-Incrível habilidade de  locomoção ;
-Alto nível de violência e brutalidade nos assassinatos.

VITIMOLOGIA : A Vitimologia,  como  sendo  parte  da Criminologia,  destinada  a  estudar  a  vítima.

1.            O estudo a Vitimologia tem sua principal finalidade  advertir, orientar,  proteger  e  reparar  as  vítimas.
2.            Por conseqüência dificultando a ação dos criminosos habituais, para poder tornar mais seguro o convívio nas grandes cidades.

CRIME ORGANIZADO : Existem  dois  discursos  sobre  crime  organizado:
1.            AMERICANO
2.            EUROPEU – MAFIA SICILIANA
AMERICANO
1.            definido como conspiração nacional de etnias estrangeiras
2.            fenômenos delituosos mais ou menos indefinidos, atribuídos a empresas do mercado ilícito da economia capitalista criado pela “lei seca”
3.            paradigma da conspiração contra o povo e o governo americano, por organizações secretas nacionais, centralizadas e hierarquizadas, de grupos étnicos estrangeiros
1.            No discurso americano a idéia de crime organizado advém da idéia de estigmatizar grupos sociais étnicos, sob o argumento de que o comportamento criminoso não seria uma característica da comunidade americana, mas de um submundo constituído por estrangeiros, aqueles maus cidadãos que ameaçavam destruir a comunidade de bons cidadãos, ou seja, tratava-se de uma conspiração contra o povo e o governo americano.

EUROPEU – MAFIA SICILIANA
1.            O objeto  original  do  discurso  italiano  não  é  o  chamado  crime  organizado,  mas  a atividade da Máfia
2.            Associações  ou  estruturas  empresariais  que realizam  atividades  lícitas  e  ilícitas
3.            muitas  empresas –,  com  controle  sobre  certos territórios,  em  posição  de  vantagem  econômica  na  competição  com  outras  empresas.

1.            As  organizações  italianas  de  tipo  mafioso,  originalmente  dirigidas  à  repressão  de camponeses em luta contra o latifúndio, teriam evoluído para empreendimentos urbanos, atuando na área da construção civil, do contrabando e da extorsão sobre o comércio e a indústria. A Máfia teria assumido,  progressivamente,  características  financeiro -empresariais,  com  empresas  no  mercado legal e a inserção no circuito financeiro internacional para lavagem do dinheiro do tráfico de drogas.

ORGANIZAÇÕES MAFIOSAS EMERGENTES NO BRASIL.
O Brasil, possuidor  da maior  economia  da América Latina,  com uma  sociedade  civil marcada  por extrema  desigualdade  social  e  um  Estado  emperrado  pela  burocracia, minado  pela corrupção  e  pela  ineficiência  administrativa,   seria  um mercado  atraente  para  a  expansão  dos negócios e do poder do chamado crime organizado, segundo os meios de comunicação de massa.

1.            O Brasil  seria  o  paraíso  da  lavagem  de  dinheiro  do  crime  organizado  internacional: mediante simples remessas de contas de bancos dos EUA, Ilhas Cayman ou Bahamas para bancos brasileiros. Outro método  de  lavagem  de  dinheiro  no  país  seria o  jogo  com máquinas  eletrônicas programadas – o chamado video-bingo.

CONCLUSÃO: A POLÍTICA CRIMINAL DO CRIME ORGANIZADO
A resposta penal contra o chamado crime organizado é mais ou menos semelhante em toda  parte:  maior  rigor   repressivo,  introdução  de  novas  modalidades  de  prisões  cautelares, instituição de “prêmio” ao acusado colaborador, criação de programas de proteção de testemunhas.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O Modelo OSI e suas 7 camadas



Por Plínio Ventura


O Modelo OSI e suas 7 camadas
Dando seqüência ao Modelo OSI, vamos falar e detalhar de forma resumida as 7 camadas que o compõe.
Esse é modelo de 7 camadas ISO/OSI.
Ainda não havia citado, mas ISO corresponde á
International Organization for Standardization, ou
Organização Internacional para Padronização,
e OSI corresponde á Open System Interconection,ou Sistema de Interconexão aberto. Podemos fazer
uma analogia com os Processos, ou POP (Procedimento
Operacional Padrão
) como conheço, que
a ISO exige das empresas no processo de obtenção
do ISO 9001 por exemplo. A idéia é a mesma,
“padronizar” para organizar e agilizar os processos.
Como citei na figura, é interessante
notar que a ordem numérica das camadas é decrescente,
ou seja, o processo começa na camada física,
onde os sinais elétricos são convertidos em
zeros e uns, e termina na camada de aplicação,
onde atuam protocolos como o FTP por exemplo (File Tranfer
Protocol
), protocolo para troca de arquivos.
Outra coisa interessante, é qual a PDU (Protocol Data Unit, ou Protocolo de Unidade de Dados) cada camada em específico trata. Vou descrever após a breve explicação da camada seqüente, qual a PDU correspondente. Após explicar a camada, vou citar sua PDU.
A maioria das literaturas cita o modelo a partir da camada de Aplicação, mas pessoalmente acho mais
lógico iniciar pela camada Física, onde é iniciado o processo, imaginando que os dados estão chegando,
e não indo.
Obs.: É de extrema importância ressaltar que a camada superior só entende os dados porque a camada
inferior os formata para um formato comum, inteligível para as duas atuantes no processo, como mostrado a seguir.
Camada Física
Como citei o anteriormente, é onde se inicia o todo processo. O sinal que vem do meio (Cabos UTP por exemplo), chega à camada física em formato de sinais elétricos e se transforma em bits (0 e 1). Como no cabo navega apenas sinais elétricos de baixa freqüência, a camada física identifica como 0 sinal elétrico com –5 volts e 1 como sinal elétrico com +5 volts. Vejam na figura abaixo o exemplo com a Senóide.
A camada física trata coisas tipo distância máxima dos cabos (por exemplo no caso do UTP onde são
90m), conectores físicos (tipo BNC do coaxial ou RJ45 do UTP), pulsos elétricos (no caso de cabo metálico) ou pulsos de luz (no caso da fibra ótica), etc. Resumindo,
ela recebe os dados e começa o processo, ou insere os dados finalizando o processo, de acordo com a ordem. Podemos associa-la a cabos e conectores. Exemplo de alguns dispositivos que atuam na camada física são os Hubs, tranceivers, cabos, etc. Sua PDU são os BITS.
Camada de Enlace
Após a camada física ter formatado os dados de maneira que a camada de enlace os entenda, inicia-se
a segunda parte do processo. Um aspecto interessante é que a camada de enlace já entende um endereço, o
endereço físico (MAC Address – Media Access Controlou Controle de acesso a mídia) – a partir daqui sempre que eu me referir a endereço físico estou me referindo ao MAC “Address”. Sem querer sair do escopo da camada, acho necessária uma breve idéia a respeito do MAC. MAC address é um endereço Hexadecimal de 48 bits, tipo FF-C6-00-A2-05-D8.
Na próxima parte do processo, quando o dado é enviado à camada de rede esse endereço vira endereço
IP. Uma curiosidade, é que o MAC address possui a seguinte composição:
A camada e enlace trata as topologias de rede, dispositivos como Switche, placa de rede, interfaces, etc., e
é responsável por todo o processo de switching.
Após o recebimento dos bits, ela os converte de maneira inteligível, os transforma em unidade de dado, subtrai o endereço físico e encaminha para a camada de rede que continua o processo. Sua PDU é o QUADRO.
Camada de Rede
Pensando em WAN, é a camada que mais atua no processo. A camada 3 é responsável pelo tráfego
no processo de internetworking. A partir de dispositivos como roteadores, ela decide qual o melhor caminho para os dados no processo, bem como estabelecimento das rotas. A camada 3 já entende o endereço físico, que o converte para endereço lógico (o endereço IP). Exemplo de protocolos de
endereçamento lógico são o IP e o IPX. A partir daí, a PDU da camada de enlace, o quadro, se transforma
em unidade de dado de camada 3. Exemplo de dispositivo atuante nessa camada é o Roteador, que sem dúvida é o principal agente no processo de internetworking, pois este determina as melhores rotas baseados no seus critérios, endereça os dados pelas redes, e gerencia suas tabelas de roteamento. A PDU da camada 3 é o PACOTE.
Camada de transporte
A camada de transporte é responsável pela qualidade na entrega/recebimento dos dados. Após os dados já endereçados virem da camada 3, é hora de começar o transporte dos mesmos. A camada 4 gerencia esse processo, para assegurar de maneira confiável o sucesso no transporte dos dados, por exemplo, um serviço bastante interessante que atua de forma interativa nessa camada é o Q.O.S ou Quality of Service (Qualidade de Serviço), que é um assunto bastante importante é fundamental no processo de internetworking, e mais adiante vou aborda-lo de maneira bem detalhada. Então, após os pacotes virem
da camada de rede, já com seus “remetentes/destinatários”, é hora de entrega-los, como se as cartas tivessem acabados de sair do correio (camada 3), e o carteiro fosse as transportar (camada 4). Junto dos protocolos de endereçamento (IP e IPX), agora entram os protocolos de transporte (por exemplo, o
TCP e o SPX). A PDU da camada 4 é o SEGMENTO.
Camada de sessão
Após a recepção dos bits, a obtenção do endereço, e a definição de um caminho para o transporte, se inicia então a sessão responsável pelo processo da troca de dados/comunicação.
A camada 5 é responsável por iniciar, gerenciar e terminar a conexão entre hosts. Para obter êxito no processo de comunicação, a camada de seção têm que se preocupar com a sincronização entre hosts, para que a sessão aberta entre eles se mantenha funcionando. Exemplo de dispositivos, ou mais especificamente,
aplicativos que atuam na camada de sessão é o ICQ, ou o MIRC. A partir daí, a camada de sessão e as
camadas superiores vão tratar como PDU os DADOS.
Camada de Apresentação
A camada 6 atua como intermediaria no processo frente às suas camadas adjacentes. Ela cuida da formatação dos dados, e da representação destes, e ela é a camada responsável por fazer com que duas redes diferentes (por exemplo, uma TCP/IP e outra IPX/SPX) se comuniquem, “traduzindo” os dados no processo de comunicação. Alguns dispositivos atuantes na camada de Apresentação são o Gateway, ou os Traceivers, sendo que o Gateway no caso faria a ponte entre as redes traduzindo diferentes protocolos, e o Tranceiver traduz sinais por exemplo de cabo UTP em sinais que um cabo Coaxial entenda.
Camada de Aplicação
A camada de aplicação e a que mais notamos no dia a dia, pois interagimos direto com ela através
de softwares como cliente de correio, programas de mensagens instantâneas, etc. Do ponto de vista do conceito, na minha opinião a camada 7 e basicamente a interface direta para inserção/recepção de dados. Nela é que atuam o DNS, o Telnet, o FTP, etc.
E ela pode tanto iniciar quanto finalizar o processo, pois como a camada física, se encontra em um dos extremos do modelo! E isso aí, o modelo OSI e interessante, e nos faz entender com maior clareza o processo da comunicação na redes!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Jutaiso a nova ginástica laboral

Ginástica Laboral

Por Prof Ari Clayton Soares Formiga

O trabalho contínuo em uma mesma atividade pode causar alguns problemas à  saúde  de qualquer trabalhador. Todas as atividades tem suas particularidades, e cada uma precisa e merece seus cuidados. O que acontece atualmente, principalmente devido à exigência do mercado de trabalho por produtividade, é que os trabalhadores empenham-se em serem bons profissionais e se esquecem de cuidar da saúde física e mental.
ginástica laboral  tem o objetivo de manter a saúde dos funcionários de determinado local de trabalho através de exercícios físicos direcionados para aquela atividade profissional e feitos durante o expediente. Esta atividade deve ser acompanhada e orientada por um profissional da saúde física (um educador físico), para que obtenham-se os resultados esperados.
Além de diminuir a carga de estresse por interromper o trabalho, a ginástica laboral ainda evita o sedentarismo. Esta prática pode pode melhorar muito o desempenho de um funcionário, além de evitar lesões por esforço repetitivo (LER) e outras doenças provocadas pelo trabalho contínuo e a falta de exercícios físicos. Por conta destes benefícios, ela ajuda a diminuir o afastamento dos funcionários da empresa.

A ginástica é composta por exercícios físicos, alongamentos, relaxamento muscular e flexibilidade das articulações, e é uma prática coletiva, promovendo a descontração e interação entre os colegas de trabalho. Além disso, ela age psicologicamente, ajudando a aumentar o poder de concentração e motivando-os em sua auto-estima.
Não precisamos ser experts para saber que, agindo dessa maneira sobre os empregados, a ginástica influenciará também no faturamento da empresa, pois esta terá uma produtividade muito maior.


Mas, de onde surgiu a ginástica laboral?


A princípio denominada “ginástica de pausa para operários”, surgiu em 1925, na Polônia. Depois foi sendo aderida também em outros locais como a Holanda, a Rússia, a Bulgária, a Alemanha, etc. Em 1928 chegou ao Japão, sendo aplicada nos trabalhadores do correio, e após a Segunda Guerra Mundial, espalhou-se por todo o país.
Como resultados, observou-se a diminuição dos acidentes de trabalho, o aumento da produtividade e a melhoria das condições dos trabalhadores. Hoje, mais de 1/3 dos trabalhadores japoneses a praticam diariamente.
Atualmente, menos pessoas são “consumidas” pelo trabalho do que no século XIX, mas em compensação a automação, a informatização e o avanço tecnológico fizeram com que muitos trabalhadores sejam “operadores de máquinas”, ao mesmo tempo que afastou os trabalhadores uns dos outros, tornando o trabalho exaustivo e exigente. Mais do que nunca as pessoas trabalham sozinhas, sendo pressionadas por metas e tarefas a cumprir.
Devido a todas essas particularidades decorrentes da globalização, os trabalhadores hoje necessitam mais que nunca de uma atividade física, e se ela acontece no meio de seu expediente, no ambiente de trabalho, e ainda promove interação, descontração e relaxamento de corpo e mente, torna-se ainda mais indispensável.


Principais Benefícios

  • Promove o combate e prevenção das doenças profissionais;
  • Promove o combate e prevenção do sedentarismo, estresse, depressão, ansiedade, etc;
  • Melhora da flexibilidade, força, coordenação, ritmo, agilidade e a resistência, promovendo uma maior mobilidade e melhor postura;
  • Promove a sensação de disposição e bem estar para a jornada de trabalho;
  • Reduz a sensação de fadiga no final da jornada;
  • Melhora da auto-estima e da auto-imagem;
  • Combate as tensões emocionais;
  • Melhora da atenção e concentração as atividades desempenhadas;
  • Favorece o relacionamento social e trabalho em equipe;
  • Melhoria das relações interpessoais;
  • Reduz os gastos com afastamento e substituição de pessoal;
  • Diminui afastamentos médicos, acidente e lesões;
  • Melhora da imagem da instituição junto aos empregados e a sociedade;
Se tiver interesse conheça o JUTAISÔ e desfrute dos benefícios de uma vida mais saudável.


Fontes:
http://www.copacabanarunners.net/ginastica-laboral.html
http://www.cdof.com.br/gl5.htm
http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia=815
http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia=849

quinta-feira, 22 de março de 2012


O Dinheiro, por Benoist

Por Alain de Benoist

Claro, todo mundo prefere ter um pouco mais do que de menos. “Dinheiro não compra felicidade, mas contribui com ela” – como diz o ditado. Precisamos encontrar, entretanto, o significado de felicidade. Max Weber escreveu em 1905: “Um homem ‘por natureza’ não deseja ter mais dinheiro; ele apenas quer viver conforme é acostumado a viver, e ganha o quanto é necessário para isto.”

Numerosas investigações apontaram um contraste relativo entre o padrão de vida crescente e o nível de satisfação entre indivíduos. Passado um certo limite, ter mais dinheiro não significa ter mais felicidade. Em 1974, em seus estudos, Richard Easterlin estabeleceu que o nível médio de satisfação expressa pela população manteve-se virtualmente imutável desde 1945, apesar do espetacular aumento na riqueza de países desenvolvidos. (Este “paradoxo de Easterlin” tem sido recentemente confirmado) O fracasso em medir crescimento material, assim como o PIB, para avaliar o nível do real bem-estar, é também muito notado – especialmente o nível de uma certa comunidade. Não há um serviço para escolhas indiscutíveis que seria capaz de calcular as preferências individuais em termos das preferências sociais.

É tentador ver o dinheiro como uma ferramenta de poder. Infelizmente, o antigo projeto de separação radical entre poder e riqueza (um é mais rico e poderoso) continuará a ser um sonho. Uma vez o homem foi rico porque era poderoso; hoje ele é poderoso porque é rico. O acúmulo de dinheiro tem rapidamente se tornado não o significado de expansão de mercado (como alguns acreditam), mas o objetivo da produção de commodities. O capitalismo não tem outro objetivo senão o de lucro sem limites e de acúmulo interminável de dinheiro. A habilidade para acumular dinheiro obviamente dá poder discricionário para aquele que a tiver. Especulações com dinheiro dominam o governo mundial. O banditismo especulativo mantêm o método preferido do acúmulo de riqueza capitalista.

O dinheiro não devia ser confundido com moeda. O surgimento da moeda pode ser explicado com o desenvolvimento do intercâmbio mercantil. É somente pelo comércio que os objetos adquirem sua dimensão econômica. E é também pelo comércio que o valor econômico é obtido com completa objetividade, dado o fato de que bens comercializados devem beirar o lado subjetivo de um ator singular – assim esses bens podem ser medidos em termos da relação entre diferentes atores.

Como um equivalente geral, moeda é intrinsecamente um fator de unificação. Reduzindo todos os bens a um denominador comum automaticamente torna o comércio homogêneo. Aristóteles já tinha observado: “Todas as coisas que são comercializadas deveriam ser de alguma maneira comparáveis. Com esse propósito, a moeda foi inventada, que mais tarde se tornou, de certa forma, um intermediário. É uma medida de todas as coisas”. Criando uma perspectiva da qual a maioria das diversas coisas pode ser valorizada com simples números, a moeda torna tudo “igual”; a moeda, portanto, reduz todas qualidades de distinção mutualística a uma simples lógica de “mais e menos”. Dinheiro é o padrão universal que garante a equivalência abstrata de todos commodities. Como um equivalente geral, reduz toda qualidade à mera quantidade. O valor de mercado é somente capaz de diferenciação quantitativa.

O Monoteísmo do Mercado

“A lei do dinheiro, escreve Jean-Joseph Goux, é o reino de medida única da qual todas coisas e atividades humanas podem ser avaliadas... O que observamos aqui é a “mentalidade monoteísta” em relação a noção de valor como equivalente geral para todas as coisas. Essa racionalidade monetária, baseada em um simples padrão de valor, é totalmente consistente com a “univalência teológica”. Isso pode ser chamado de lei “monoteísmo de mercado”. O dinheiro, escreve Marx, é como uma commoditiy, que leva a uma total alienação porque produz alheamento global de todas as commodities”.

O dinheiro é muito mais do que apenas dinheiro – e seria um grande erro acreditar que o dinheiro é “neutro”. Não menos do que a ciência, não menos do que a tecnologia e linguagem, o dinheiro não pode ser neutro. Vinte três séculos atrás, Aristóteles observou que “a necessidade humana é insaciável”. Bem, “insaciável” é a palavra certa; não há nada suficiente. E sim, porque nunca será saciável, nunca se terá superávit. O desejo por dinheiro é um desejo que nunca poderá ser satisfeito porque alimenta a si mesmo. Qualquer quantidade dele, seja o que for, deve ser acrescentada ao ponto em quemelhor deve sempre significar mais.

A coisa, a qual se pode ter sempre mais, nunca se terá o suficiente. Essa é a razão do porque as antigas religiões européias continuamente advertiam contra a paixão pelo dinheiro:

O Mito Gullweith na Mitologia Nórdica

O Mito de Midas

O Anel de Policratos

O Crepúsculo dos Deuses (“Ragnarök”)

Todas essas foram consequências do desejo pelo dinheiro (a “Maldição de Rheingold”). “Nós estamos correndo perigo”, Michael Winock escreveu poucos anos atrás, “de ver o dinheiro e sucesso financeiro como o único padrão de prestígio social, o único propósito de vida”. Aqui estamos agora. Hoje em dia, todo mundo almeja dinheiro ao redor do mundo. O Direitismo tem sido por anos seu maior servente devoto. A Esquerda institucional, sob o guia do “realismo”, esposou os princípios da economia de mercado – quer dizer, a administração liberal do capital. A linguagem da economia tem se tornado ubíqua. O dinheiro se tornou rito de passagem obrigatório em todas as formas de desejo que eles expressam no registro de comércio.

O sistema monetário, entretanto, não durará muito mais. O dinheiro será destruído pelo próprio dinheiro – por hiperinflação, bancarrota e hiperdébito. Provavelmente, se compreenderá com isto que só se pode ser rico pelo que se dá aos outros.